O ex-prefeito de Santa Terezinha-PB, Naíde Cabral da Nóbrega, fez sua páscoa, no último dia 4 de agosto, aos 84 anos, na cidade de João Pessoa, mas foi na pequena e carismática cidade do sertão Santa Terezinha-PB que ele fez história e é historia, pois comandou os destinos do município por 14 anos. 

 
Filho natural de Patos, cresceu e venceu trabalhando no ramo de calçados na morada do sol, mas seu grande feito foi chegar a ser prefeito da cidade de Santa Terezinha.

 
Com muita determinação educou seus filhos com maestria: Regina, Célia, Rejane, Robério, Robertinho (in memoria) e Alexsandra. Sua prole se multiplicou, pois vieram oito netos, são eles: Fabrício, Bruno, Tibério, Tiago, Júlia, Caio, Nádia, Maria Fernanda, Germana e Letícia. Continuou se prologando suas gerações com os três bisnetos; o Senhor o abençoou; Enzo, Sofia e Matheus, pelos quais tinha grande amor. 

 
Uma característica forte destacada pelos amigos e parentes de seu Naíde era seu jeito manso ao falar, que até hoje repercute no imaginário de todos aqueles que tiveram a honra de conviver com ele, quer seja no campo da política ou no seu cotidiano. 


Um lado bem pitoresco de seu Naíde é que ele tinha dois times de coração, o Flamengo e o Esporte de Patos, inclusive foi um dos fundadores do Pato e também jogou pelo Terror do Sertão, onde tinha um apelido de Pavão. 


No campo político Naíde Cabral liderou os destinos de Santa Terezinha, durante o período de 1983 a 1988, depois conseguiu eleger seu genro, Demétrius Marcial, que comandou sobre sua orientação e, por fim, Naíde depois emplacou sua filha Regina Nóbrega. Totalizando 14 anos seguidos de governo dos Cabral, construindo muitas obras na cidade e nos sítios da região. 


O legado deixado por Naíde em Santa Terezinha é vasto e importante no que tange às obras espalhadas tanto na zona urbana como também na zona rural. Para citar algumas; os grupos escolares no Lajedo, Peregrinos, Loreto, Cachoeira e Maracujá; unidade de ensino, eletrificação e posto telefônico na Urtiga; Colégio Simeão Gentil, na área urbana; conjunto habitacional Chico Rufino, com 100 casas; 15 barreiros e compra de veículos para a saúde e a educação, só na sua gestão. Um homem experiente, sábio e que contribuiu muito na construção e desenvolvimento da história  de Santa Terezinha.


Contudo, para os íntimos de Naíde Cabral, as obras mais significativas que ele deixou não são as obras materiais, mas sim os valorosos ensinamentos, transmitidos ao longo de sua vida. 


Tais conhecimentos são de grande valia para quem fica, porque  a saudade é profunda, já que esses subsídios são substanciais para erguer a cabeça dos seus parentes, para que toquem a vida em frente. A verdade é que ninguém de nós, mesmo religiosos, está preparado para uma despedida de um amigo e, sobretudo, um ente querido. 


A despedida é sempre dolorosa, independentemente de idade, de quem parte, ela deixa marca profunda. Portanto, é árdua e bastante amarga essa separação, mas é elementar que ninguém está isento dessa situação, porque é o curso natural da vida, onde a dor substitui a alegria, a tristeza se alia à emoção e o choro invade os corações. O famoso padre Fábio de Melo disse certa vez: “saudade é um lugar que só conhece quem amou…”. Portanto, a dor da família na despedida é verdadeira, entretanto a certeza da ressureição é um bálsamo para as almas dos Cristãos. 


Seu Naíde se despede dos seus dias, aos 84 anos, deixando muita saudade e também muitos serviços prestados para Santa Terezinha e região.  


Naíde foi e será um referencial de vida para os seus. Portanto, os valores seguirão vivos na sua família. Jornalista é bicho informado e alguém já me contou e registrou que no Céu teve festa, no salão celestial para receber seu Naíde. São Pedro até escalou um time bem arretado: dona Cina, companheira querida, foi à frente, depois veio Robertinho, o filho tão amado, após chegou seu Assis, irmão e também o compadre, e a festa se realizou.  


Aqui, portanto, termino minha homenagem simples, porém sincera, às famílias Cabral e Nóbrega. Força e fé, eu vos desejo, em nome  do Criador.


Descanse em paz, Naíde Cabral!


Por Jordan Bezerra